DOM BOSCO

Dom BoscoUm dos fatores que constroem a nossa unidade como Congregação e como Família Salesiana, o primeiro, o mais forte, é o amor de Dom Bosco. Clique aqui e saiba mais sobre a vida desse Mestre.

ENSINO MÉDIO

Ensino Médio

A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar, com flexibilidade às novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores é umas premissas dessa etapa.

TEATRO DOM BOSCO

Teatro Dom Bosco

O Teatro Artístico Cultural Dom Bosco acolhe, com muito conforto e brilho, espetáculos de dança, orquestras, música popular, óperas, peças teatrais e musicais...

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A Quaresma é, sem dúvida, um tempo privilegiado. Mas, para que este tempo seja bem aproveitado e dê seus frutos, devemos vivenciar o espírito do DESERTO, a ORAÇÃO, a PENITÊNCIA e o JEJUM. Sem isso, perderemos uma grande oportunidade de crescer e de nos santificar.
A conversão é o tema relevante da Quaresma. A Igreja volta a fazer ressoar forte o grande convite para revivermos, com mais autenticidade, a nossa aliança com Deus, mudando certas atitudes e praticando a solidariedade e a fraternidade.

Símbolos da Quaresma

Para celebrar a Quaresma de maneira mais consciente, vamos conhecer e refletir um pouco sobre os símbolos da quaresma.
As Cinzas: Elas representam a consciência do nada da criatura diante do Criador, como já bem falou Abraão: “Sou bem atrevido em falar a meu Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18,27). Isso nos leva a assumir uma atitude de maior humildade e arrependimento por certas atitudes orgulhosas.
O Deserto: É um lugar árido e com pouca vegetação. É, portanto, lugar de jejum. Para receber a Lei, Moisés passou quarentas dias sem comer e sem beber na montanha do Sinai (Ex 24,12-18; 34). Também Elias vive a dureza do deserto, onde, reconfortado pela comida e bebida misteriosa, volta ao seu caminho (1Rs 19,3-8).
Na Bíblia, a permanência no deserto é um tempo de oração intensa, como também de sofrimento e reflexão. Cristo ficou quarenta dias no deserto se preparando para o ministério público. Muitas vezes resistimos a esses espaços de silêncio e solidão, porque temos medo de nos encontrar mais profundamente conosco mesmos e com Deus. O “deserto” requer a coragem dos humildes, dos que não têm medo de voltar a recomeçar.
Os Quarenta Dias: O período da Quaresma é um tempo simbólico. Os quarenta dias de Moisés e de Elias ou os quarenta anos do Povo eleito peregrinando e sofrendo no deserto são algumas referências. Assim foi também com Jesus Cristo.
O Jejum: O profeta Joel nos indica o verdadeiro sentido dessa antiga prática penitencial: “... voltai para mim de todo o coração, fazendo jejuns, chorando e batendo no peito! Rasgai vossos corações, não as roupas! Voltai para o Senhor vosso Deus...” (Joel 2,12-13).
Isaías é ainda mais exigente: “Acaso o jejum que eu prefiro não será isso: acabar com a injustiça qual corrente que se arrebenta, acabar com a opressão qual canga que se solta, deixar livres os oprimidos, acabar com toda espécie de imposição? Não será repartir tua comida com quem tem fome? Hospedar na tua casa os pobres sem destino? Vestir roupa naquele que encontras nu e jamais tentar te esconder do pobre teu irmão?” (Is 58,6-7).
O jejum é expressão de uma renúncia a tudo aquilo que nos impede de realizar o projeto de Deus.
A cor roxa para as vestes litúrgicas e a ornamentação da mesa da Palavra e do altar, sem flores. Omitam-se o canto do Glória e do Aleluia. O som dos instrumentos musicais seja moderado e apenas acompanhem os cantos. Isso não deve significar absolutamente tristeza, mas um concentrar de energias na reflexão do grande mistério que a comunidade está revivendo.

Como viver a Quaresma

1. Arrependendo-me de meus pecados e confessando-me
Pensar em que ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Sirva-se de um livro para estruturar sua confissão. Busque tempo para realizá-la.

2. Lutando para mudar
Analise sua conduta para conhecer em que está falhando. Faça propósitos para cumprir dia a dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumpri-los todos. Deve-se subir as escadas de degrau por degrau, não se pode subir toda ela de uma só vez. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Teu plano deve ser realista, prático e concreto para poder cumpri-lo.

3. Fazendo sacrifícios
A palavra sacrifício vem do latim sacrum-facere, significa "fazer sagrado". Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, porque o ama, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida de todos os dias. Se oferecemos isso a Deus, por amor, estamos fazendo sacrifício.

4. Oração
Aproveite estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizer-Lhe que O ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para Quaresma. Você pode ler, na Bíblia, passagens relacionadas à Quaresma.
Por isso a Quaresma é também tempo oportuno para crescer em nosso amor filial àquela que, ao pé da Cruz, entregou seu Filho, e entregou-se a si mesma com Ele, por nossa salvação. Esse amor filial podemos expressar durante a Quaresma, impulsionando certas devoções marianas próprias desse tempo: “As sete dores de Santa Maria Virgem”; a devoção a “Nossa Senhora, a Virgem das Dores” (cuja memória litúrgica pode ser celebrada na sexta-feira da V semana de Quaresma; e a reza do Santo Rosário, especialmente os mistérios de dor.
 

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