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Senhores Pais
É fato, que vivemos uma agitação sem igual, por isso muitas vezes esquecemos-nos de viver a vida com mais alegria e otimismo. Uma palavra amiga ouvida em algum lugar, ou uma leitura que nos chega, remete-nos a sensação de alegria e bem estar; alegra nosso espírito e resulta num sentimento harmonioso, fraterno e carinhoso, que culmina na vontade de melhorar nosso dia. Nesse sentido, expomos esse texto, para seu conhecimento e reflexão:
A arte de amar a vida (retirado do livro escola de inteligência- Dr. Augusto Cury)
Amar a vida é:
Viver cada dia intensamente, mesmo diante das dificuldades
Viajar para dentro de si mesmo
Contemplar a vida como um Show imperdível
Perceber a grandiosidade, a beleza e brevidade da vida.
Um cientista em busca da grande resposta (também retirado do livro escola de inteligência).
Havia um jovem cientista muito inteligente chamado Júlio César. Ele queria explicar o que a ciência nunca havia conseguido: a vida humana. Vivia questionando-se. Pensava: “Milhões de pessoas já viveram, sonharam e andaram nessa terra. Um dia elas fecharam os olhos para a vida e deixaram suas marcas na arquitetura, nos livros, na pintura e nas fotos”. Após produzir esse pensamento, ele perguntava: o que é existir? O que é a vida? Por que cada ser humano é um ser único no palco da existência?
Pesquisou em centenas de livros de biologia, psicologia, filosofia e sociologia. Alguns definiam que a vida era pensar; outros, sentir; ainda outros, se reproduzir, criar, amar, se relacionar ou ter consciência de si mesmo. Todas as respostas que encontrava eram incompletas.
Júlio César gastava tempo observando as crianças brincando e os idosos conversando. A cada momento se perguntava: “Como pensamos?” “Que mistério é andar, respirar e viver no palco dessa terra?”.
Entretanto, ao mesmo tempo em que se encantava com a vida, o jovem cientista se entristecia ao ouvir notícias sobre atentados terroristas, guerras e uso de drogas. Ele refletia: “Por que as pessoas não respeitam a vida? Será que elas não percebem que a vida é tão bela, mas tão breve?”.
Alguns colegas cientistas debochavam, dizendo para ele parar com esse comportamento tolo de querer explicar o que é a vida! Porém, jamais desistiu de tentar explicá-la. Nos períodos em que não pesquisava, ele dava aulas em uma universidade. Era um brilhante professor. Sempre estimulava seus alunos a usar sua inteligência para serem pensadores e buscarem grandes respostas.
Passados mais de trinta anos, chegou a era da internet. Ficou contentíssimo. Disse para si mesmo: “Agora vou pesquisar as bibliotecas do mundo todo. Certamente encontrarei uma resposta completa que defina o que é a vida”. Pesquisou muito, mas quanto mais estudava a matéria, mais confuso ficava. Alguns dos seus alunos tinham compaixão dele. Pensavam: “O professor Júlio César, tão inteligente, por que insiste em pesquisar um assunto que ninguém entende?”.
Os anos se passaram e seus cabelos embranqueceram. Já não era mais jovem, mas um homem idoso que andava um pouco curvado e com passos mais lentos. Então, vários cientistas que ele ajudou a formar e que há muitos anos não o viam, resolveram fazer uma grande festa no anfiteatro da universidade para homenagear seu ilustre professor.
No dia da festa, as pessoas fizeram discursos para consolá-lo. Pensavam que ele era um derrotado e que estava completamente desanimado, pois passou a vida inteira pesquisando uma resposta que nunca encontrara. Após seus discursos, eles chamaram o professor ao palco para dar-lhe um prêmio. O professor pegou sua bengala, saiu pelo corredor e lentamente se dirigiu à plataforma.
De repente, as pessoas viram não um velho em final de carreira, mas um ser humano vibrante, motivado, expressando grande entusiasmo. Seu corpo estava idoso, mas sua emoção estava jovem e seu espírito estava livre, mais jovem e mais livre do que muitos jovens da platéia. Ninguém entendia o motivo. Ele cantarolava, sorria e brincava com as pessoas enquanto caminhava até o palco.
Júlio César pegou o microfone e começou a falar com voz vibrante. Disse: “Depois de mais de cinqüenta anos procurando explicar o que é a vida, finalmente encontrei a grande resposta”. A platéia ficou em silêncio. Chocados, alguns diziam: “Não é possível, será que o professor não está delirando?” Todos esperavam ansiosamente pela grande resposta.
Então, ele disse sem titubear: “descobri que a vida é tão bela e complexa que não há resposta na ciência, na filosofia e na religião que possa explicá-la completamente. Mas, não pense que eu falhei em minhas pesquisas. Não! Apesar de não haver resposta, eu darei humildemente a minha resposta: “A vida é o maior espetáculo do universo, cada ser humano, por mais defeitos e falhas que tenha, não é só mais um número na multidão, mas uma estrela viva no teatro da existência”.
Em seguida, o velho professor provocou a platéia: ”vocês já encontraram sua resposta? Que valor vocês dão a vida? Vocês são especialistas em reclamar dos problemas ou em agradecer por possuir a vida?” A platéia ficou embasbacada, perplexa. Então, ele finalizou dizendo essas palavras: “não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la. Não tenha medo dos acidentes do caminho, tenha medo de não caminhar...”.
Após esse discurso, ele saiu assoviando feliz da vida. Alguns choraram, outros admiraram, mas todos emudeceram diante das sábias palavras do professor... Todos estavam vivos, mas não entendiam da vida.
Yone Lúcia Peloso Ferreira
Orientadora Educacional - 6º, 7º, 8º e 9º ano
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